País da Semana Emirados Árabes Unidos

Embora os Emirados Árabes Unidos sejam um dos países mais liberais do Golfo, o islã domina a vida privada, pública e política. A conversão do islamismo para o cristianismo é punível de morte

A igreja no país é formada principalmente de trabalhadores estrangeiros que são, em sua maioria, emirados-arabesprejudicados pela atitude discriminatória do governo para com os cristãos e também pela sociedade completamente islâmica, o que resulta por vezes em deportação. É muito difícil presumir precisamente números em função do caráter temporário de estadia desses estrangeiros. A Portas Abertas estima que existam cerca de 1,1 milhões de cristãos nos Emirados: a maioria são da Ásia, mas um grande número também vem da África e do Ocidente. A maioria dos cristãos são católicos ou ortodoxos e há também um pequeno grupo de protestantes.

O aumento na pontuação em relação à Classificação da Perseguição Religiosa 2015 deve-se principalmente ao aumento da hostilidade para com os cristãos por parte dos muçulmanos sunitas radicais e também do governo.

A ascensão do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na região é um fator que preocupa grande parte dos países do Oriente Médio e do Golfo. Há relatos de que cidadãos dos Emirados Árabes Unidos se juntaram ao EI. Por outro lado, o país é um dos que aderiram à coalizão para lutar contra o grupo.

A fim de lidar com o problema do radicalismo islâmico em sua sociedade, esses países têm introduzido novos regimes jurídicos e políticos. Em julho de 2015, os Emirados Árabes Unidos promulgaram uma lei que tem como alvo a intolerância. O governo alega que a lei visa proibir a discriminação em razão de “religião, casta, credo, doutrina, raça, cor ou origem étnica”. A lei também criminaliza “qualquer ação que incentive o ódio religioso ou insulte a religião e apela punir aqueles que rotulam outros grupos religiosos como infiéis ou incrédulos”.

De modo geral, essa é uma boa notícia para os cristãos, já que são as principais vítimas do extremismo religioso. No entanto, é muito importante não misturar a intenção do governo e sua implementação. Esses países não têm a intenção de proteger as minorias, mas sim defender o poder e interesse de seu governo.

Atualização: 23/12/2015

 

fonte: portasabertas.org.br